Por meio da Ação Social Lumen, podemos viver concretamente o nosso carisma de ser luz para o mundo. Somos verdadeiramente felizes quando saímos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro, vivendo esse chamado em atos concretos de amor. Isso é o que resumimos em um ideal: ser feliz fazendo o outro feliz.

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Acreditamos que fomos criados por amor, com amor, para o amor e pelo próprio Amor, que é Deus. A essência do ser humano é o Amor. Somente podemos ser plenamente felizes quando amamos. Quando saímos do comodismo ou de uma vida voltada para nós mesmos, para assim irmos ao encontro da humanidade que sofre e precisa de nós, é que encontramos o mais profundo daquilo que fomos criados para ser e viver.

“Esses tempos não são fáceis, não são tempos para entusiasmos passageiros, para espiritualidades espasmódicas ou sentimentalistas. Os tempos urgem. Não temos direito de ficar acariciando a nossa alma. De ficarmos fechados em nossa vidinha… pequeninha. Vamos ficar fechados na paróquia? Vamos ficar nos mexericos da paróquia, ou do colégio, nos bastidores eclesiais? Quando toda essa gente está nos esperando?!” (Papa Francisco).

Nossos projetos de Ação Social já beneficiam crianças, jovens e adultos de comunidades carentes, sobretudo nas cidades de Fortaleza, João Pessoa e Brasília, além de pessoas em situação de rua, idosos, pacientes de hospitais, surdos, entre outros irmãos. Os cerca de 20 projetos realizados por nós trabalham com uma perspectiva tanto de prevenção, para evitar, por exemplo, que crianças entrem na criminalidade, quanto de ressocialização e recuperação dos irmãos que tiveram sua dignidade roubada ao longo da vida.

“Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo as vossas boas obras, glorifiquem ao Pai, que está nos Céus” (Mt 5, 16).

Os projetos sociais da Obra Lumen de Evangelização representam boas obras que mostram concretamente para o mundo que Jesus não apenas se sensibiliza com o sofrimento da humanidade, mas vai ao seu encontro e dá a vida por ela quantas vezes forem necessárias. É por meio de obras concretas de amor que mostramos para o mundo quem verdadeiramente é Cristo. Também para nós, a Ação Social é uma fonte de espiritualidade, e não apenas um serviço, pois nos conduz a uma experiência viva com a pessoa de Jesus naquele que sofre.

Foto: Manuela Moura

Foto: Manuela Moura

Nossas atividades são baseadas em um tripé apresentado por Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia desde a época de São João Paulo II. Inicialmente trabalhamos o AMAR, a fim de atender a dignidade básica dos beneficiados pelos projetos. Procuramos fazer que eles sejam verdadeiramente amados em sua humanidade e acolhidos por nós como irmãos. Ao mesmo tempo, buscamos dar-lhes a oportunidade de ter uma experiência sincera de espiritualidade, de encontro com Deus, pois somente Ele pode nos dar uma vida plena e digna. Dessa forma, entendemos que o EVANGELIZAR tem sido decisivo para a eficácia dos projetos. O terceiro passo é então o SOCORRER, ou seja, a atenção às necessidades concretas desses irmãos, que promovemos por meio de cursos profissionalizantes, inserção no mercado de trabalho, meios alternativos de geração de renda, apoio à recuperação da dependência química, entre outros.

O mistério cristológico da Obra Lumen de Evangelização, ou seja, o aspecto da vida de Jesus que mais somos chamados a viver é a Encarnação do Verbo. Cristo tem um desejo ardente de ir ao encontro da humanidade que sofre; e assim se faz homem, encarnado na realidade daqueles que tanto ama. Se na cruz Jesus disse ter sede (Jo, 19, 28), a Ação Social é, para nós, uma forma muito viva e concreta de saciar essa sede de é a Ação Social. Quando evangelizamos os que sofrem e lhes proporcionamos uma verdadeira experiência com Deus, saciamos tanto a sede do nosso irmão por Deus, como especialmente a sede que Jesus tem  por esse irmão.

“Jesus Cristo reconhecerá seus eleitos pelo que tiverem feito pelos pobres. Temos o sinal da presença de Cristo, quando o pobre é evangelizado.” (CIC 2443).

Quando amamos aquele que não é amado, realizamos um grande desejo de Jesus: amar concretamente os seus preferidos; assim como quando cuidamos e socorremos os mais injustiçados, saciamos a fome de justiça e fraternidade de Jesus. É assim que nós também nos saciamos e nos completamos!

“Jesus nos diz que a maneira de encontrá-lo é encontrando suas chagas, e as chagas de Jesus as encontramos com as obras de misericórdia, dando ao corpo e à alma, sobretudo ao corpo de seu irmão chagado, porque tem fome, porque tem sede, porque está nu, porque está humilhado, porque é um escravo, porque está preso, porque está no hospital. Essas são as chagas de Jesus hoje. Temos que tocar as chagas de Jesus, devemos acariciar as chagas de Jesus, temos que curar as chagas de Jesus com ternura, temos que beijar as chagas de Jesus, e isto literalmente. Pensemos, o que aconteceu com São Francisco quando abraçou o leproso?” (Papa Francisco).